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Reset por Dra. Alexandra Almeida #5 – Todo os caminhos levam à morte, Perde-te…

“Todo os caminhos levam à morte, Perde-te…”

Qual é o meu caminho?

Quantos de nós já não precisou de encontrar resposta para esta pergunta, tão simples mas ao mesmo tempo tão complexa. Quem nunca precisou nalgum momento da vida de uma bússola interna milagrosa que fosse capaz de apontar a direcção certa?

Nunca senti tanto como agora o desespero das pessoas por caminharem sem rumo certo. Parece que mais do que encontrar o caminho, o importante é não parar. E assim vamos andando feitos loucos sem nunca chegarmos ao destino certo, alías muitas vezes nem sabemos qual é. Vivemos num mundo tão acelerado que nem nos é permitido parar, respirar, repousar e ponderar qual o caminho a seguir. A importância de se saborear a caminhada, de se observar a paisagem, de se retroceder a marcha se necessário foi completamente negligenciada dos nossos dia. O importante é seguir em frente, numa obsessão louca e frenética de se chegar ao destino. Ninguém nos ensina a como escolher o caminho, a avaliar o percurso, a estudar os obstáculos, a aprender a contorná-los, apenas nos obrigam a escolher um caminho, mesmo que não seja o caminho. O problema dos nossos dias é que as pessoas esqueceram-se completamente da importância que foi aprender a dar um passo de cada vez, foi assim que iniciamos a nossa caminhada. Quando erámos crianças, tivemos de aprender essa grande lição,  e a de darmos passos firmes para não cairmos. E mesmo quando caíamos, porque a verdade é esta, caímos muitas vezes, a nossa inocência e o nosso querer ensinou-nos sempre a levantar e a voltar a tentar mais uma vez. Que pena as pessoas esquecerem-se dessa grande lição à medida que vão crescendo. Imagina o que seria feito de ti se não tivesses sido persistente, se não tivesses tido a coragem de te levantares após cada queda, onde estarias hoje?

 


Por que motivo hoje em dia não aceites as quedas, os tropeços na marcha? Será porque à medida que foste aprendendo a caminhar passaste ou passaram a exigir mais de ti? Será que foi por passares a não aceitar apenas a marcha, mas a ambicionares a corrida? Somos seres demasiados insatisfeitos no meu entender, queremos sempre mais, ambicionamos sempre mais, não é que isso esteja errado, desde que se saiba agradecer e apreciar o que já se percorreu. A questão é: Será que sabes o fazer? Olhar para trás e aceitares todos os tropeços, todos os obstáculos, todos os desvios com que te cruzastes no caminho? Algo me diz que a maioria não o sabe fazer ou pior não o quer fazer, porque é tão mais fácil se sentir vítima da vida, dos percalços que ela nos foi colocando, porque é tão mais fácil se queixar da pedra no sapato, do que parar, sentar-se, descalçar-se e retirá-la. Dá trabalho, perde-se tempo, e tempo é o que não temos, porque queremos chegar logo ao destino.

A vida vai te testar, vai te pôr obstáculos ao longo do caminho, vai te aliciar com parques de estacionamentos atrativos para te desviar do teu objetivo, só para ver até onde és capaz de ir e perseverar para chegares ao teu destino. Cabe-te a ti contorná-los e superá-los . O importante nisto tudo não está tanto na rapidez com que caminhas para lá chegares, mas sim nos passos firmes que darás em direcção ao teu objetivo. Se caminhares apressadamente só com o intuito de lá chegares, corres o grande risco de te cansares e desistires a meio, mas se prosseguires a marcha ao teu ritmo, com um passo certeiro, a probabilidade de venceres e chegares ao teu destino será dez vez maior. Até porque vais descobrir que o mais importante não é tanto o Destino, mas a caminhada em si, o percurso que vais trilhando. Se fores ao teu ritmo, sem olhares para o ritmo dos outros, serás capaz de perceberes quando deves parar, repousar, recarregares energias para depois continuar revigorado. E se estiveres bem atento, vais perceber que a vida te vai dando as dicas, os sinais, as orientações que tu precisas, basta estares com a tua bússola interna “sintonizada”, sabes qual é? a tua intuição. Não é porque o caminho é cheio de obstáculos que significa que esse caminho não é para ti, pode ser apenas uma forma que a vida encontrou para te tornar mais forte, mais resiliente, pensa nisso, Ela apenas está a testar a tua motivação e a tua vontade em lá chegar. Então sempre que pensares em desistires, sempre que pensares que ainda falta tanto para lá chegar, repousa, respira, observa a paisagem, descansa um pouco, recupera o fôlego, e olha para todo o caminho já percorrido, ganha forças e volta a levantar-te. E se além disso ao longo do teu percurso te deparares com uma encruzilhada, sem saberes muito bem qual caminho a seguir, simplesmente pára…senta-te, fecha os olhos e respira, respira com a mesma profundidade com que vieste ao mundo, e ouve o teu coração, e quando ele te falar, e só quando ele te falar, levanta-te e escolhe o TEU caminho, e com sorte perceberás que por mais rodeios ou atalhos, por mais desvios ou retrocessos na tua marcha, todos eles faziam parte do teu caminho, e foram eles que te permitiram chegar ao TEU DESTINO. Escolhe as pessoas certas para te darem a mão quando caíres, para te incentivar a prosseguir a caminhada quando te faltarem as forças, e para tornar a tua caminhada numa fantástica aventura.

Não leves a caminhada (Vida) tão a sério, até porque todos os caminhos vão dar à morte é bom que te vás perdendo…

 

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Rubrica “Reset” por Dra. Alexandra Almeida

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