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A Terapeuta Ocupacional que sente o AMOR dos seus beneficiários

Joana Freitas, tem 33 anos, é natural de Oliveira de Azeméis e é  terapeuta ocupacional. Foi a primeira talker da 2.ª edição da Am.oRg talKs, que se realizou a 13 de fevereiro, desta vez, em São João da Madeira, no espaço “Criar e Sentir”.
Agora chegou a vez de conhecermos o seu “Lado B” e um pouco do “seu mundo”. Falámos com ela sobre o seu dia a dia e, hoje, como é habitual, partilhamos aqui esses momentos, que nos brindam e mimam com as suas histórias, encantos e “desencantos” de uma vida.

No final desta entrevista, “A Terapeuta Ocupacional que sente o AMOR dos seus beneficiários”, pareceu-nos a melhor definição de Joana Freitas. É gratificante quando temos uma conversa com alguém que transborda alegria ao falar dos seus beneficiários.

Joana Freitas é uma “rapariga que dedica a maior parte do seu tempo a desenvolver-se na sua profissão”. Nos tempos livres, interessa-se por temas como a saúde, deficiência  (área associada à sua profissão, demonstrando, desta forma, a sua paixão pela mesma) e gosta imenso de dançar, conviver com os amigos e fazer caminhadas de convívio.

De uma forma resumida a Joana explicou-nos que a Terapia Ocupacional é uma forma de “reabilitar um beneficiário/amigo com ajuda de um técnico de intervenção especializado para o efeito”, onde são utilizadas “técnicas de diagnóstico e terapêutica, adaptando o contexto onde o beneficiário está inserido”, sem deixar de referir que esses beneficiários podem ser  “crianças e idosos, sem limite de idades, desde que haja uma incapacidade”. Já no que diz respeito às áreas de intervenção, estas podem ser na “saúde infantil (deficiência), autismo, incapacidade, geriatria, lares, unidades de cuidados continuados ou pessoas com as mais diversas patologias como AVC, Alzheimer, Parkinson, fraturas, foro ortopédico e neurológico, saúde mental e toxicodependência, na parte da saúde mental, em hospitais ou centros de dia”.

Atualmente trabalha nos agrupamentos de escola em Águeda e Oiã, através do Centro de recursos para inclusão da CERCIAG, mais concretamente na unidade de crianças com autismo e unidade de apoio estruturado ou especializado em autismo e multideficiência.

Faz domicílios com crianças e idosos que já tiveram AVC e explica-nos que  “por vezes é necessário as pessoas reaprenderem tudo de novo e o terapeuta ocupacional é uma grande ajuda nestes casos”.

 

Quanto à possibilidade de vir a realizar workshops sobre terapia ocupacional, no sentido de aumentar a visibilidade da mesma, Joana Freitas referiu que tem “bastante material separado, sendo que este, para Am.oRg talKs, foi feito de raiz” e que “a divulgação da terapia ocupacional ainda é bastante desconhecida para a maior parte das pessoas, inclusive, há 10 anos atrás poucos seriam os que conheciam esta profissão” e é por esse motivo que está mais “motivada para mostrar que estamos cá, que somos necessários e para ajudar quem mais precisa”, concluiu com ar convicto.

Quando falamos dos objetivos atuais, a Joana referiu com um certo brilho nos olhos, “ser uma boa profissional, estar mais tempo ou saber utilizar melhor o meu tempo para coisas das quais eu gosto e que me fazem feliz”, acabou por rematar que no futuro “quero manter-me assim por muitos anos”.

A terapia ocupacional aparece na vida da Joana como se fossem “sinais” que esta lhe ia dando, como que dizendo “é por aqui, não estás a ver”. Teve pessoas que lhe apareciam a falar sobre o assunto, nomeadamente, técnicos da especialidade, que se cruzaram com ela enquanto trabalhou num centro de reabilitação física de Oliveira de Azeméis, terapeutas com quem teve o prazer de trabalhar, partilhar informação, aprendizagem e sentimento de utilidade. Foi desta forma que o “bichinho” se foi fortalecendo e enraizando, pelo que o caminho da realização pessoal seria aquele.

Quando questionada sobre o momento chave para seguir esta profissão, Joana Freitas não demorou muito a espelhar o que lhe ia na mente e  alma, e, após um período curto de reflexão sobre o que havia experienciado, no mercado do trabalho, deixa o seu trabalho na clínica de reabilitação e faz exames de aferição à Universidade, para retomar os estudos que tinha abandonado. A ideia foi seguir um curso diferente, seguir o que o seu coração e mente lhe mandavam fazer de uma forma emotiva e racional, eram horas de tomar decisões e tomou, “era como algo que parecia destinado”, “muitas peças do puzzle que se encaixavam”. Foi nesse momento que diz que sentiu que era isto que queria mesmo fazer, ajudar as pessoas, ensinar, sentir o carinho e amor da parte delas”, no seu caso particular refere ainda que, trabalhando com autismo as pessoas não têm “filtros”, são “genuínas”.

A terminar a nossa entrevista pedimos a Joana que nos desse um contato de email para os interessados nos seus serviços, dado que pretende fazer workshops de sensibilização ao tema de “terapia ocupacional” e porque também faz domicílios, como referimos durante a entrevista.

Email: joanafreitas.to@gmail.com 

A melhor forma de finalizar a entrevista da Joana Freitas, foi com uma grande gargalhada, proferindo a seguinte frase:“isto é mesmo fixe, a terapia ocupacional aparece na minha vida, tipo… ou vais, ou vais”.

Se gostou desta entrevista, também irá, com certeza, gostar da próxima entrevista a 10 de abril, com o segundo talker da 2.ª edição Am.oRg talKs. Conhecido como Ziggy Moore é o vocalista dos “Distant Ship”. Aponte a data na sua agenda ou subscreva a nossa newsletter.

A 4.ª Am.oRg talKs é já no próximo dia 10 abril às 21 horas, veja aqui o programa.

Texto: Alexandre Martins | Entrevista feita por: Alexandre Martins | Entrevistada: Joana Freitas | Fotografia: Alexandre Martins | Verificação de texto/diretor de texto: António Pinho

 

 

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