Am.oRg talKs 08 Janeiro 2015 – Medicina Integrativa |Criatividade|Coaching

O economista que utiliza a criatividade diária como ferramenta

Quem nos acompanha já deve saber que as Am.oRg talks não se ficam pelas apresentações/partilhas do tema da respetiva edição. Vamos mais longe e queremos mostrar um pouco do “Lado B” dos convidados. Na semana passada, para quem se recorda, estivemos à conversa com Paulo Santos, “o professor que se apaixonou pela naturopatia”. Agora chegou a vez de darmos a conhecer o “Lado B” de António Pinho, que na sua talk nos falou sobre criatividade, com quem estivemos à conversa e quisemos saber mais.

Para começar, em mais uma partilha Am.oRg talks, quisemos saber quem é e o que faz atualmente António Pinho, ao que o próprio nos respondeu que é “uma pessoa humilde e séria, fruto da educação que tive, a quem nunca foi dado nada de bandeja e que conseguiu as coisas pelo seu próprio mérito. A educação, contudo, foi das poucas coisas que me foi dada, pelos meus pais, como uma espécie de “prémio de nascença”. Não obstante, devo sublinhar que digo isto apenas em termos quantitativos, dado que podíamos até fazer um estudo para calcular um preço da minha educação, contudo esta é impagável e não a troco por nada. Além disso, foi esta educação que me permitiu formar em economia, pela Universidade de Coimbra, que considero ter sido uma experiência super enriquecedora, em todos os aspetos. Terminada esta fase da minha vida, deparei-me com uma nova, que, por acaso, ou não, coincide com um início de crise económica em Portugal, o que me levou a uma primeira grande dificuldade, que foi encontrar trabalho. Ultrapassado esse obstáculo, mais tarde, voltei ao mesmo, mas, desta vez, optei por não ficar parado e, para aproveitar a oportunidade que a vida me proporcionou,  fiz um mestrado, que me permitiu emigrar, por um período de seis meses, para o Rio de Janeiro, devido à obtenção de uma bolsa. Depois de concluir o mestrado, seguiu-se nova procura de trabalho e de novo numa fase complicada. Um ano e pouco depois, nova oportunidade surgiu porque optei por não ficar em casa e decidi frequentar uma ação de formação profissional, conhecendo novas pessoas e criando novas redes de networking, além da aquisição de conhecimentos. E foi esta experiência que me trouxe até ao que faço atualmente, a nível profissional, que é estar responsável por um centro de formação profissional, com diversas funções. Tudo isto para demonstrar que fui sendo obrigado, ao longo da vida, a ser otimista e mais focado na soluções que nos problemas.”, numa visão interessante.

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No entanto, quisemos ir mais longe e perceber a origem do seu gosto/paixão pela criatividade. “Isso surgiu de uma forma engraçada. Num dos períodos em que estava “à procura do meu caminho”, fui desafiado por um amigo a fazer uma apresentação para um grupo de amigos, com o objetivo de nos darmos a conhecer melhor uns aos outros e de partilha de conhecimentos. Fiquei sem saber bem o que apresentar porque não queria aborrece-los com temas de economia, nem eu próprio queria esse tema. Foi então que aproveitei para me desenvolver numa área nova e me lembrei de um pequeno módulo de uma formação que tinha feito anteriormente – um módulo sobre criatividade! Pelos vistos tinha lá ficado no meu subconsciente, “a marinar” ou “incubar”. E foi assim…”, contou-nos ele, num tom descontraído.

Face ao exposto, quisemos saber, de forma mais pragmática, de que forma é que utiliza esta ferramenta. A esta questão, António Pinho afirma que a usa “mais como uma forma de estar na vida, isto é, ser mais otimista, mais focado nas soluções e menos nos problemas, até porque tem um efeito mais relaxador, menos stressante. Acredito que a criatividade deve ser vista como “a solução das soluções”. Ou seja, quando alguém tem um problema, deve encara-lo como um desafio e procurar “as soluções” porque, normalmente, para o mesmo problema, não há apenas uma solução, por mais difícil que possa parecer. Sendo criativos evoluímos porque a consequência disso, sendo colocada em prática, é a inovação – tema muito na moda hoje em dia. Contudo, muitas vezes, esquecem-se que a montante da inovação está a criatividade. Ao sermos criativos, estamos, inclusivamente, a dar um forte contributo para o desenvolvimento da nossa economia, uma vez que nos permite ser mais diferenciadores e competitivos. Por exemplo, na minha opinião, Portugal não pode competir pelos preços, tem de ser pela diferenciação e qualidade. Apesar de estar a falar em Portugal, devo dizer que isto também é aplicável a nível pessoal ou profissional.”

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Em termos de projetos, António Pinho diz estar “mais centrado na parte profissional, que passa pela gestão e dinamização de formação profissional. No entanto, mais para a frente, poderei acrescentar a componente de formador, onde deverá estar incluída a área da criatividade, de forma a poder facilitar às pessoas a utilização de ferramentas para aumentarem a sua criatividade.”

Desta forma, ficamos curiosos e, para concluir, quisemos saber quando seria o próximo workshop sobre criatividade,  no entanto ficámos ainda mais curiosos já que António Pinho diz que “Neste momento não consigo prever. As pessoas terão de estar atentas e irão saber a seu tempo.”

E assim foi o “Lado B” de António Pinho. Esperamos que tenham gostado e que nos continuem a acompanhar. Entretanto nos próximos dias teremos a entrevista de Joana Freitas, terapeuta ocupacional.

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